Na Parábola dos trabalhadores da vinha em Mateus 20:1-10 vemos um pai que cultiva uma vinha para sustentar sua família. Ele representa Deus que, para não deixar sua obra parar contrata trabalhadores. Deus é o Pai da grande família denominada igreja. Sua justiça o faz dar a cada um pagamento justo, não levando em conta a quantidade ou o tempo de serviço. Por isso os trabalhadores contratados para a undecima hora, que são os últimos, recebem como pagamento a mesma moeda dos que trabalharam desde o início. O senhor da vinha distribuiu o trabalho em horários diferentes; na primeira, na terceira, na sexta, na nona e finalmente na undecima hora. Este último grupo era formado por aqueles que não esperavam nada. Foram para serem livres de sua própria vida vazia e falta de propósito, já que ninguém os chamava. Eles mesmos já não criam que seriam chamados para nada, sabiam que estavam esquecidos, abandonados por todos. Quando foram chamados, nem pensaram em recompensa, mas viram na oportunidade a própria recompensa. Isso é injustiça para os da Lei que se ofendem com a atitude do senhor da vinha (Deus). Para eles perdão é a injustiça praticada pela misericórdia.
O senhor estava preocupado com o trabalho, com a obra, enquanto os trabalhadores se preocupavam com o que iam receber pelo trabalho realizado. A preocupação de Jesus ao ensinar através desta parábola é que a recompensa não é medida pela duração do trabalho, mas sim, pela diligencia, fidelidade e qualidade do trabalho feito. Conforme diz a palavra em 2 Tm. 2:2 – E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fieis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.
O dono da vinha não foi injusto com aqueles trabalhadores, pois cada um recebeu o salário de acordo com o contrato. Deus plantou uma vinha neste mundo e conta conosco, seus trabalhadores, para dar conta do trabalho para qual fomos contratados e Ele quer frutos em abundância.
Há muito trabalho na vinha mas muitos estão preocupados com posições, cargos, fama, honra e bajulação. Enquanto que, nosso trabalho é árduo e exige dedicação para que seja produzido um bom vinho. A qualidade do fruto da vinha depende muito do cuidado e dedicação de cada trabalhador contratado, diga-se “chamado para a obra”. É preciso cuidar da terra, semear e podar no tempo certo, e um cuidado extraordinário com os ramos. Para isso se requer uma boa qualificação dos obreiros. 2Tm. 2:15 – Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
A ociosidade é uma ameaça para a vinha de Deus. Nesta parábola ela pode ser vista sob dois aspectos: O primeiro, é através daqueles que estavam ociosos por não terem sido contratados, mas assim que convocados pelo senhor da vinha, se apresentaram ao trabalho. Não importa se você tem estado “na praça”, ou seja, ainda não está empregado, no Reino de Deus há lugar pra você também. O segundo pode ser representado pelo comodismo, preguiça, desqualificação e desinteresse dos que foram contratados desde o início, mas não se dedicam como deveriam pois estão preocupados apenas com o salário, ou em aumentar seu lucro ou ganho o mais que podem.
Este ensino do Senhor Jesus mostra a urgência. Durante todo o dia o dono da vinha procurou trabalhadores, mas foi somente no final do dia que completou o número necessário para o trabalho. Na historia da igreja cristã entramos na undecima hora, chegamos no final do dia, quando se fará a grande colheita. Creia: Nós estamos na última hora! A volta de Jesus está muito próxima. Estamos vivendo tempos de oportunidade pra que mais e mais pessoas aceitem o convite e se tornem trabalhadores na vinha de Deus. Jesus virá! A recompensa também virá! Mas não para todos. Só para os trabalhadores da sua vinha. Seja um deles!
Todos os que trabalharam na vinha do Senhor, da primeira a hora nona, tornaram possível a undecima hora. A justiça divina não é baseada em critérios humanos; os que trabalham na undecima hora são tratados em igualdade com os que começaram nas primeiras horas do dia. Deus é indiscutivelmente extraordinário pois nos surpreende com sua justiça que nada tem a ver com a nossa.
O tempo de trabalho não é relevante no Reino de Deus. Seria bom se todos os trabalhadores soubessem disso e assim os “Dinossauros de Cristo” saberiam que a cada dia temos que renovar nossas vidas, temos que nos tornar “Odres Novos” para que, então o Senhor possa derramar “vinho novo”. Muitos de nós vivemos de experiências passadas, de testemunhos tão antigos que estão desbotados. Não tem nada novo para contar, não tem um encontro recente com o Senhor, que define que ainda continuam seguindo o Senhor e não a “Religião”.
A obra feita não é medida pelo tempo, nós teremos o mesmo salário. O que Jesus queria ensinar aos seus discípulos é que no seu Reino não faz discriminação nem favoritismo, não tem jeitinhos nem política, todos são importantes, os da última hora e os da primeira hora. Pois o mérito do serviço, aos olhos de Deus, não depende da quantidade, depende do espírito como é feito o trabalho.
Lembremos do primeiro amor em nossos corações que nunca poderíamos ter deixado escapar, pois esse é o espírito que Deus quer que trabalhemos em sua obra. Quando somos chamados para o Reino de Deus, somos chamados para o trabalho. A entrada no Reino é pela graça, mediante a fé em Jesus. Mas o Reino é um lugar de trabalho. Não podemos apenas usufruir dos benefícios do Reino sem trabalhar. A recompensa virá, certamente, mas virá pra aqueles que verdadeiramente se envolverem na obra.
Os trabalhadores da primeira hora ao serem os últimos a receberem o salário, e igual ao dos trabalhadores da última hora, murmuraram, reclamaram, pois não podiam ver a bondade do dono da vinha. Mateus 20:15 - Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? A misericórdia e a graça de Deus sempre surpreende os homens. “os últimos serão os primeiros, e os primeiros, últimos” A Ele toda a glória! A Ele toda a honra!
Naqueles dias os fariseus viviam o papel dos contratados da primeira hora. Achavam que eles haviam “garantido” a vinha. Em seus corações havia a certeza do cumprimento de suas obrigações para com Deus. Eles tinham um “contrato”. E já que também se julgavam justos, pensavam que tinham o direito de questionar a qualquer profeta que se estivesse acompanhado por gente desocupada, gente da praça, sim, gente que nunca tinham trabalhado na vinha. Mas, acima de tudo, eles criam que seu trabalho de manutenção da vinha e do contrato, diga-se: a Lei de Moisés, lhes dava direitos e vantagens sobre os outros, principalmente sobre os que não tinham trabalhado desde a primeira hora, afinal, eles eram os primeiros.
Aquilo que dava significado a vida dos que não esperavam mais nada, mas que agora celebravam em alegria e festa; para os da Lei significava injustiça do senhor da vinha, Assim, o Reino comete injustiça através da misericórdia, visto que a justiça é o que é; porém a misericórdia faz o que não é passar a ser. Por isto é que a misericórdia vence o juízo. Afinal, quem entre nós alguma vez mereceu alguma coisa do dono da vinha?
A idéia fundamental da parábola é a recompensa no reino dos céus, não ditada por motivos menores e humanos, mas que depende exclusivamente da disposição interior e espontânea de um coração renovado. A parábola não ensina que podemos adiar o serviço a vinha, nem que será suficiente trabalhar nos últimos dias de vida. Há muitos que pensam e agem assim. Mas o ensino é outro: nunca é tarde demais para servir ao Senhor. Ao ensinar a parábola, Jesus mostrou que não trata os homens de acordo com o princípio do mérito, da justiça ou da economia. Deus não está interessado em lucros. Deus não lida com o homem com a prática do toma lá dá cá, ou com a lição do mundo que uma boa ação merece recompensa. A graça de Deus não pode, ser dividida em quantidades proporcionais ao que merece o homem, pois ele nada merece.
Pode-se resumir o conteúdo da parábola na afirmação de que ela fala da bondade e da graça de Deus, diante das quais fracassam todos os critérios humanos.
A pergunta de Pedro; Que será, pois, de nós? Ou que receberemos? (Mateus 19:27) Essa pergunta é a que fazemos todos os dias de nossa vida ela é oriunda da essência humana. E a resposta de Jesus é divina. Ela revela: tudo é graça, e a recompensa também é graça.
Eu não sei se me alegro com a sua chegada para o trabalho na vinha, ou você é quem deve se alegrar com a minha chegada. Eu não sei quem chegou primeiro! Em todo caso, se o seu tempo de trabalhador na vinha for mais longo que o meu, alegre-se! Você saiu da praça mais cedo. Mas nos alegraremos juntos pois, é muito bom trabalhar nessa vinha! Você pergunta pelo sustento? Todos receberemos a moeda de prata.
Ruim mesmo, é ficar na praça!
Pr. Antero Mendonça
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
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5 comentários:
Prezado colega vou colocar o link do seu blog no meu blog.
Um abraço
Graça e Paz Pr Antero!
Muito boa sua reflexão.
Parabéns pelas postagens edificantes.
Fraternalmente,
Junior
Que bênção essa mensagem, pastor!
É tão bom servir a esse Deus tão maravilhoso!!! Não importa quanto tempo estamos trabalhando nessa vinha, somos privilegiados por estarmos aqui! Servir a Deus é mesmo um grande privilégio, por isso devemos dar o nosso melhor ao Pai, estando sempre cientes de que até mesmo a força para prosseguir nesse trabalho vem Dele e só Ele é digno de honra e glória!
Parabéns pelo Blog, Pastor Antero!
Através dessa mensagem, Deus abençoou meu dia!
Que você seja sempre um instrumento nas mãos do Pai...
A Paz...
Oi Paizinho... ta lindo na fotinho! Parabéns pelo blog, está muito bom isso aqui, e com palavras edificantes! Sempre q der eu dou uma passadinha por aqui! Que Deus continue te usando! Bjinhos!
Graça e paz pastor Antero.
Parabéns pelo espaço maravilhoso,onde são guardados tão inestimáveis tesouros.
Quem dera que toda igreja tivesse uma placa de ¨HOMENS TRABALHANDO¨em sua fachada.
Seu blog é uma referência e por isso nós do CAMINHO PLANO o selamos confira http://caminhoplano.blogspot.com/2009/03/caminho-plano-recebeu-do-blog.html
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